A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

quarta-feira, 11 de março de 2009

Conforme combinamos, o texto pode complementar os estudos sobre a Primeira Grande Guerra. Boa leitura!


A Primeira Guerra Mundial teve como causa principal as pretensões imperialistas das grandes potências, estabelecida com a Segunda Revolução Industrial. Cada país desejava ampliar seus mercados externos e também suas "colônias", garantindo o controle de mercados seguros de compras e exploração.
Os países mais descontentes e que podem ser considerados como causadores da guerra foram a Itália e a Alemanha. Estes países desejavam aumentar seu mercado consumidor externo, mas devido a partilha da Ásia e África entre a Inglaterra, França e outros países, a Itália e Alemanha ficaram descontentes, pois não tiveram participação na partilha, ou seja, ficaram em desvantagem.

Além disso, vale destacar as rivalidades entre alguns países:


- A França havia perdido no final do século XX, a região da Alsácia-Lorena, região rica em minérios, para a Alemanha na guerra franco-prussiana. Com isso, era grande o desejo de revanchismo por parte dos franceses.

- Rivalidade entra Inglaterra e Alemanha, após a unificação da Alemanha e o seu forte crescimento industrial, a Alemanha desejava conquistar novos mercados e passou a comercializar seus produtos a preços mais baixos para superar a Inglaterra, esta por sua vez mostrava disposição de manter sua hegemonia a qualquer custo. A Alemanha tornou-se um obstáculo indesejável.

- Rivalidade entre Império Austro-Húngaro e a Rússia - a Rússia desejava dominar obter uma saída para o mar Mediterrâneo. Para justificar esse expansionismo, divulgou o pan-eslavismo, movimento o qual a Rússia tinha o direito de proteger as pequenas nações eslavas na península Balcânica. No entanto, A Áustria tinha anexado as províncias turcas da Bósnia e da Herzegovina, desejando dominar toda a região dos Bálcãs, provocando reação da Rússia e da Sérvia.

Devido a esse sentimento de medo de uma guerra, cada país começou a se armar, acontecendo a corrida armamentista "paz armada".


Alianças


Cada país tinha conhecimento dos seus problemas e também das semelhanças com alguns outros países que também tinham problemas, com isso a Alemanha procurou aliar-se com o Império Austro-Húngaro, mais tarde procurou a Itália para aliar-se também ao bloco, formando a Tríplice Aliança.
A França vendo o avanço alemão decidiu aliar-se a Rússia que também temia o avanço alemão no leste europeu, mais tarde a Inglaterra também assinou um tratado com a França e a Rússia, pois também temia o crescimento alemão, estava formado assim a Tríplice Entente.
O estopim da Primeira Guerra, a causa imediata, foi o assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, na Sérvia. Assim em julho de 1914 a Áustria declarou guerra a Sérvia e assim iniciou a Primeira Guerra Mundial.

A Guerra

No primeiro ano da guerra, os alemães começaram a luta com um ataque à Bélgica, neutra, marchando rumo a Paris para tomar a capital. Os franceses planejaram invadir a Alsácia e Lorena e proteger a fronteira belga; os alemães atacaram Liège. Na batalha do Marne os alemães foram derrotados pelo general Joffre, obrigando-os a retroceder para Leste, depois de perderem milhares de soldados e armamentos. Essa batalha salvou momentaneamente a França. Mas os alemães, não podendo levar avante a investida inicial, firmaram-se no Nordeste da França, abrindo trincheiras, como o fizeram também os franceses, os ingleses e os belgas.
Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela guerra de trincheiras: os exércitos defendiam suas posições utilizando-se de uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam. Enquanto isso, na frente oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exército russo. Mesmo assim, os alemães não tiveram fôlego para invadir a Rússia.
Em 1915, a Itália, que até então se mantivera neutra, traiu a aliança que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Tríplice Entente. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o submarino, faziam um número crescente de vítimas.

Em 1917, dois fatos foram decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu retorno. Caso seus aliados perdessem a guerra, ficariam economicamente arrasados e não poderiam pagar os empréstimos realizados. Utilizou como pretexto o afundamento do navio "Lusitânia", que foi atacado por submarinos alemães.

Por outro lado, a Rússia precisou retirar-se da guerra para resolver um sério conflito interno: a Revolução Russa. Os bolcheviques tomaram o poder e assinaram um acordo com a Alemanha para oficializar sua retirada do grande conflito. Este acordo chamou-se Tratado de Brest-Litovsk, que impôs duras condições para a Rússia, inclusive a entrega de territórios como a Estônia, a Letônia, a Lituânia e parte da Polônia.

Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil, Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente.

A Alemanha ainda resistia quando foi sacudida por uma rebelião interna, que forçou o imperador Guilherme II a abdicar em 9 de novembro de 1918. Assumindo o poder imediatamente, o novo governo alemão substituiu a Monarquia pela República. Dois dias depois rendeu-se, assinando um documento que declarava a guerra terminada.
Derrotada, a Alemanha foi obrigada a reconhecer a culpa pela Guerra e a assinar o tratado de Versalhes, considerado bastante humilhante, incentivando anos depois o aparecimento do Nazismo alemão que culminou na Segunda Guerra Mundial.

Observe o mapa da Europa antes da Primeira Grande Guerra e após 1917, com os Tratados do pós-guerra:
Após a guerra, o mapa da Europa sofreu modificações significativas. Novos países surgiram e outros perderam território. A Alemanha ficou economicamente e militarmente arrasada enquanto os Estados Unidos despontavam como grande potência do século XX.
Foi criada a Liga das Nações com o objetivo de resolver diplomaticamente problemas futuros entre as nações.
As mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho já que muitos homens morreram ou ficaram mutilados.
Você pode imprimir ou anotar as principais informações.
E deixe um comentário! Não custa nada.


A Exterminadora...

segunda-feira, 2 de março de 2009
Atendendo a pedidos...

Voltando a comentar os estranhos casos que acontecem nas salas de aula, vou contar sobre uma outra aluna, desta vez da 7ª série A, que incorporou o papel de protetora dos fracos e oprimidos e das escandalosas também.

Qualquer inseto que apareça para nos visitar, corre sério perigo: abelhas, borboletas, besouros, aranhas...

Basta a pobre criaturinha indefesa voar mais baixo ou se aproximar de alguma aluna que reaja com um estridente grito, que a nossa super heroína não pensa duas vezes. Fecha a cara, faz pose de malvada e POW! Dá-lhe bordoada com o caderno. E sempre certeira.

Então, seu olhar assustador se fixa com total desprezo no corpinho inerte do bichinho e em seguida sorri, demonstrando a satisfação do dever cumprido.

Quanta crueldade...

Imperialismo - A Partilha da África

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
No século XIX, alguns países europeus iniciaram uma fase de intensa e crescente industrialização. A grande quantidade de capitais acumulados e o desenvolvimento acelerado de novas tecnologias, gerou a necessidade de expandir o mercado e os investimentos.

Neste tempo a Europa era vista como centro do mundo, o europeu era o modelo de homem e o resto do mundo foi considerado terra sem dono e os povos que o habitavam eram selvagens.
Tinham como argumento que um povo civilizado seria aquele que tivesse a mesma cultura européia, isso é, o mesmo modo de vida e o mesmo desenvolvimento. Alguns tinham por argumento a religião. Queriam levar a palavra de Deus aos povos que não eram cristãos.


ÁFRICA ANTES DO IMPERIALISMO A proximidade do continente africano e a grande extensão do território, despertou o interesse das grandes potências européias. Iniciou-se uma verdadeira corrida para África para buscar o domínio de novos espaços e ampliar as possibilidades econômicas. Nessa corrida, a concorrência entre países industrializados da Europa foi grande até mesmo perigosa.
Para evitar confrontos e guerras, os países europeus reuniram-se em 1884 na chamada Conferência do Congo, que teve lugar em Berlim e na qual a África foi repartida entre os estados europeus participantes. O resultado desta conferência foi a ocupação quase completa de África pelos europeus.

O último grande complexo a ser ocupado por um país europeu foi a enorme bacia hidrográfica do Zaire, que em 1908 foi adquirida pelo Rei dos Belgas, recebendo a designação de Congo Belga.

ÁFRICA PARTILHADA APÓS A CONFERÊNCIA DE BERLIM

No fim da primeira década do século XX existiam assim, em todo o Continente Africano, apenas dois países independentes da Europa: a Etiópia e a Libéria.
A corrida imperialista não foi pacífica. Os colonizadores usavam de violência com a população, utilizando a exploração pela força e submissão racial.De uma forma ou de outra, sempre menosprezaram os povos colonizados.

Além disso, os europeus não estavam preocupados com o desenvolvimento e o bem-estar da população africana. A ocupação paralisou o desenvolvimento específico dos povos e feriu suas culturas e autonomia.

Mesmo que os europeus tenham exportado a medicina moderna, lançado as bases das primeiras infra-estruturas para o desenvolvimento econômico e social (desenvolvimento do ponto de vista europeu) e proporcionado a ligação intensiva de África ao resto do Mundo, organizaram as economias das suas colônias de maneira que servissem melhor os seus próprios interesses, como economias complementares das respectivas metrópoles.


Se o neocolonialismo levou progresso e desenvolvimento aos povos colonizados como alguns insistem em afirmar, por que ainda hoje a África possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano(IDH), o maior Índice de Pobreza Humana e o menor PIB per capita do mundo? Por que ainda tem as maiores taxas de natalidade, subnutrição, analfabetismo, mortalidade, mortalidade infantil e crescimento demográfico? Não bastasse isso, o continente está assolado por epidemias, principalmente de HIV, e pela fome.


Antes do domínio imperialista, a África era composta por diversas etnias diferentes na língua, na religião e nos costumes. Após a Conferência de Berlim, 53 países surgiram artificialmente, juntando diversos grupos etnoculturais, muitos deles rivais, que foram forçados a coexistir sobre a mesma fronteira. Tal fato acentuou os conflitos tribais no continente, situação que se perpetua até hoje.
Países como Angola e Ruanda estão marcados pela guerra civil.

Mesmo com o fim de um conflito que durou mais de 30 anos, os angolanos contabilizam 1 milhão e meio de mortos, centenas de milhares de refugiados e um território “enfeitado” com 14 milhões de minas terrestres. Ao final da guerra, cerca de 3 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome.


Em Ruanda, a disputa pelo poder político entre os grupos étnicos tutsis e hutus matou mais de 1 milhão de pessoas e hoje convive com 2 milhões de refugiados. A Nigéria, décimo produtor de petróleo do mundo, vive dias tensos por causa de seus 250 grupos étnicos.

Atualmente, o pior conflito ocorre na República Democrática do Congo, ex-Zaire. O governo e quatro grupos guerrilheiros enfrentam-se numa guerra que matou, em apenas três anos, cerca de 2,5 milhões de pessoas.

Qual será o futuro da África?

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Vamos estudar galera!!!

sábado, 14 de fevereiro de 2009
Moçada,

aluno meu vai passar apurado se disser qualquer besteira semelhante a essas...Deus é mais!!!








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