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Revoltas Sociais no Brasil
domingo, 24 de maio de 2015
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Elaine Pavani
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Um dica para o vestibular da UEM: a Revolução Constitucionalista de 1932, completa 80 anos na segunda-feira, dia 9 de julho. Será feriado em São Paulo onde haverá desfiles e exposições de fuzis, granadas, capacetes e metralhadoras utilizadas nos combates travados entre os 85 mil homens de Getúlio Vargas e os 35 mil voluntários paulistas que decidiram lutar contra o autoritarismo do presidente.
Sugiro então a leitura do artigo do professor Ricardo Barros Sayeg que explica, de forma bem didática a também chamada "Guerra Paulista".
Todos
os anos, aqueles que ainda estão vivos e participam desse glorioso
acontecimento da história paulista e do Brasil, marcham em frente ao Obelisco
do parque do Ibirapuera, em São Paulo, rememorando os acontecimentos. No
Obelisco, encontram-se os restos mortais dos militares e civis que participaram
da Revolução. É um monumento àqueles que tombaram naquele interessante episódio
da história nacional.
Em
9 de julho de 1932, inicia-se a rebelião armada contra o governo de Getúlio
Vargas, que havia se instalado em 1930, prometendo eleições diretas para o
cargo de presidente da República, mas até 1932 não havia convocado o pleito. A
população paulista se mobiliza. Milhares de pessoas de todas as classes sociais
se unem para ajudar financeiramente a Revolução doando ouro e joias para o
movimento. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) organiza
as empresas paulistas a fim de fabricar armamento militar. Organizações da
sociedade civil também participam da Revolução, fornecendo alimentos e fardas
para os contingentes militares.
Isidoro
Dias Lopes, Bertoldo Klinger e Euclydes Figueiredo, principais líderes do
movimento, sabiam da superioridade das tropas ligadas a Vargas. Minas Gerais e
Rio Grande do Sul prometeram ajuda, mas o apoio não chegou a tempo. Exauridas e
cercadas por todos os lados, as tropas paulistas anunciaram sua rendição em 3
de outubro de 1932.
Sugiro então a leitura do artigo do professor Ricardo Barros Sayeg que explica, de forma bem didática a também chamada "Guerra Paulista".
OS 80 ANOS DA REVOLUÇÃO PAULISTA
Ricardo Barros Sayeg
Em
23 de maio de 1932, estudantes reuniram-se na região central de São Paulo com o
objetivo de se manifestarem contra o governo de Getúlio Vargas. Naquela data, quatro
deles foram mortos pelas forças leais ao presidente da República. Isso causou
enorme comoção popular. Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os MMDC,
tornaram-se símbolos da Revolução que eclodiria em seguida, a Revolução
Constitucionalista de 1932.
Todos
os anos, aqueles que ainda estão vivos e participam desse glorioso
acontecimento da história paulista e do Brasil, marcham em frente ao Obelisco
do parque do Ibirapuera, em São Paulo, rememorando os acontecimentos. No
Obelisco, encontram-se os restos mortais dos militares e civis que participaram
da Revolução. É um monumento àqueles que tombaram naquele interessante episódio
da história nacional.
Em
9 de julho de 1932, inicia-se a rebelião armada contra o governo de Getúlio
Vargas, que havia se instalado em 1930, prometendo eleições diretas para o
cargo de presidente da República, mas até 1932 não havia convocado o pleito. A
população paulista se mobiliza. Milhares de pessoas de todas as classes sociais
se unem para ajudar financeiramente a Revolução doando ouro e joias para o
movimento. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) organiza
as empresas paulistas a fim de fabricar armamento militar. Organizações da
sociedade civil também participam da Revolução, fornecendo alimentos e fardas
para os contingentes militares.
Um
grande número de civis ingressa espontaneamente no movimento e o corpo de
infantaria é transferido para três grandes frentes de batalha, no limite de São
Paulo com os estados do Paraná, Minas Gerais e também no Vale do Paraíba,
próximo à fronteira com o Rio de Janeiro.
Isidoro
Dias Lopes, Bertoldo Klinger e Euclydes Figueiredo, principais líderes do
movimento, sabiam da superioridade das tropas ligadas a Vargas. Minas Gerais e
Rio Grande do Sul prometeram ajuda, mas o apoio não chegou a tempo. Exauridas e
cercadas por todos os lados, as tropas paulistas anunciaram sua rendição em 3
de outubro de 1932.
A
Revolução Paulista de 1932 tem, pelo menos, duas interpretações: era uma
revolta legítima pela convocação de uma constituição para o Brasil ou era a tentativa
dos paulistas retornarem ao poder do qual haviam sido tirados pelo próprio
Getúlio Vargas com a Revolução de 1930. Entretanto, isso não tira o mérito da
Revolução, nem sua importância histórica.
Seja
como for, os paulistas que, no século XVII, foram responsáveis pela expansão do
Brasil graças ao movimento bandeirante, provavam mais uma vez sua coragem e
determinação no sentido de enfrentar um governo que só aprovaria uma
constituição para o país em 1934 e, três anos depois, instalaria, como previam
os paulistas, uma ditadura no Brasil.
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Elaine Pavani
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Nova República
terça-feira, 6 de julho de 2010
Aula sobre a redemocratização, o governo Sarney, a Constituição de 1988 e o governo Collor.
Nova República
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DITADURA MILITAR
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aulinha sobre o periodo militar para ajudar nos estudos para o vestibular.
Ditadura militar
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REVOLTAS NA REPÚBLICA VELHA
terça-feira, 4 de maio de 2010
O CANGAÇO
A história do Cangaço inicia-se a partir de 1870 e vai até 1940. As causas que se relacionam ao Cangaço são os períodos de seca e a miséria que atingia nestes momentos até os jagunços dos coronéis (assalariados do crime), que para fugirem do autoritarismo do coronel e da miséria da seca se revoltavam e se uniam, formando os temíveis bandos de cangaceiros que, para os seus membros, não passava de uma forma de vida, inclusive mais honrosa do que a da elite dominante. Estes cangaceiros tinham as fazendas dos coronéis como alvo principal para os seus saques.
Por atacarem a base política da República Velha, estes cangaceiros tiveram que enfrentar as "volantes" formadas por policiais da Guarda Nacional e pelo exército.
O maior e mais temível bando de cangaceiros foi o de Lampião que, contando com sua mulher Maria Bonita (no cangaço as mulheres participavam em pé de igualdade com os homens) e seus "cabras", impôs o medo à oligarquia nordestina e a quem a servia.
(NÃO FALEI QUE ELE ERA UMA GRACINHA??)
O povo, por sua vez, temia os cangaceiros, mas apoiava suas ações de cabras machos. O fim do Cangaço inicia-se com a morte de Lampião, em 1938, e termina definitivamente com a morte do último cangaceiro, Corisco, seu companheiro e líder de bando.
GUERRA DE CANUDOS
Em Canudos, tudo era de todos, a divisão do trabalho era de acordo com o sexo e a idade, o fruto da produção era dividido de acordo com a necessidade de cada família. O vício, o roubo e a prostituição foram banidos desta sociedade e o sentimento religioso tido como a maior posse que se havia de ter. Este estado “socialista” bem dentro da área de domínio da oligarquia mais atrasada do país, o Nordeste, exigiu uma raivosa ofensiva das tropas do governo de Prudente de Moraes para destruir aquela comunidade. O governo, com o auxílio da imprensa, vendia a idéia de que os seguidores de Antônio Conselheiro eram fanáticos religiosos extremamente perigosos que poderiam representar uma ameaça para a sociedade brasileira no futuro.
As tropas federais só conseguiram derrotar a brava resistência do povo após a terceira expedição e seu derradeiro fim foi muito bem descrito por Euclides da Cunha em sua obra Os Sertões, página 476:
história, resistiu até o esgotamento completo... caiu
no dia 5 de outubro de 1897, ao anoitecer, quando caíram
seus últimos defensores... eram quatro apenas:
um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente
dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.
Todos morreram, homens, mulheres, velhos e crianças,
aproximadamente entre 25 e 30 mil vidas destruídas
em nome da manutenção da exploração
econômica e social da massa trabalhadora brasileira
pela elite proprietária”.
GUERRA DO CONTESTADO
Durante o governo de Wenceslau Brás, salvo pelo início do surto industrial da Primeira Guerra, ocorreu a mais importante rebelião camponesa do Sul do país, a Revolta do Contestado, na região entre os estados do Paraná e Santa Catarina, com terras férteis e muita erva mate e madeiras de lei. Os romeiros, vindos de diversas localidades, seguiam o monge João Maria e seu sucessor José Maria, que pregava o fim da República e a implantação da monarquia de origem divina. Os posseiros haviam sido expulsos da terra por fazendeiros e empresas colonizadoras multinacionais ou eram desempregados da construção de ferrovias na região. Lutavam conscientemente pela posse das terras ("nóis não tem direito de terra, é tudo para a gente da Oropa"), tendo que enfrentar o exército do governo brasileiro, a Guarda Nacional, os jagunços e, pela primeira vez no Brasil, atacados pela aviação de guerra, que estava a serviço dos interesses dos coronéis e das empresas colonizadoras (madeireiras) multinacionais.
A destruição das "Vilas Santas" e a morte de milhares de camponeses foi justificada, perante a sociedade brasileira, como uma luta contra fanáticos, degenerados e violentos rebeldes.
REVOLTA DA CHIBATA
Na noite de 22 de novembro de 1910, estoura a Revolta da Chibata, quando o marinheiro João Cândido, o almirante negro, assumiu o comando do porta-aviões Minas Gerais e outros marujos assumiram o controle de outras belonaves, o São Paulo, o Bahia e o Deodoro, apontando seus canhões para pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro.
Os marinheiros só queriam o fim dos castigos corporais na Armada e, com o apoio da oposição e parte considerável da população carioca, o presidente Hermes da Fonseca e o Parlamento cederam às exigências.
Porém, como em nossa história jamais uma revolta popular havia triunfado, o governo não perdoou a ousadia daqueles marujos "sem cultura" e "sem responsabilidades". Ignorou-se a anistia, prendendo e desterrando para a Amazônia seus principais líderes. Os poucos marinheiros que não morreram foram absolvidos em julgamento dois anos depois.
A situação do Rio de Janeiro, no início do século XX, era precária. A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico. Este fato desencadeava constantes epidemias, entre elas, febre amarela, peste bubônica e varíola. A população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a principal vítima deste contexto.
Preocupado com esta situação, o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.
A campanha de vacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos.
A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
As manifestações populares e conflitos espalham-se pelas ruas da capital brasileira. Populares destroem bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade. Em 16 de novembro de 1904, o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação obrigatória, colocando nas ruas o exército, a marinha e a polícia para acabar com os tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a ordem.
REVOLTA DA VACINA
A situação do Rio de Janeiro, no início do século XX, era precária. A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico. Este fato desencadeava constantes epidemias, entre elas, febre amarela, peste bubônica e varíola. A população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a principal vítima deste contexto.
Preocupado com esta situação, o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.
A campanha de vacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos.
A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
As manifestações populares e conflitos espalham-se pelas ruas da capital brasileira. Populares destroem bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade. Em 16 de novembro de 1904, o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação obrigatória, colocando nas ruas o exército, a marinha e a polícia para acabar com os tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a ordem.
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Elaine Pavani
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República Velha,
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DE JUSCELINO A JOÃO GOULART
domingo, 18 de abril de 2010
Aulinha sobre Juscelino Kubistichek, Jânio Quadros e João Goulart
Jk janio jango
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