SÃO PAULO: 458 ANOS DE HISTÓRIA

terça-feira, 24 de janeiro de 2012
"Ê ê ê ê São Paulo, ê São Paulo. São Paulo da garoa. São Paulo terra boa..." Sampa surpreende sempre. Tudo lá é intenso. A circulação de dinheiro e mercadorias, a produção cultural, o ritmo de trabalho, os serviços, o consumo. Surpreende também pelos problemas: a pobreza, as drogas, os alagamentos, a poluição, o trânsito. A simples e pobre vila seguiu seu curso e foi edificada por homens e mulheres que, ao longo dos séculos lutaram para construir uma história. História de sucesso ou de fracasso, não importa. No aniversário de São Paulo, haverá comemorações em todos os cantos da cidade: exposições, shows e outras manifestações culturais tipicamente paulistanas. A cidade que nunca para vai comemorar a data em grande estilo.
Para homenagear a maior cidade do Brasil, quero compartilhar um texto do professor Ricardo Barros Sayeg, professor de História do Colégio Paulista e Diretor de Escola da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.

"Nesse próximo 25 de janeiro, São Paulo completará 458 anos de uma rica história. Vamos conhecer um pouco mais da trajetória dessa que é uma das mais importantes cidades do mundo?
Nos idos de 1553, os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar em busca de um local seguro para catequizar os índios e dar início a uma nova comunidade. Ao atingirem o planalto de Piratininga, travaram contato com uma região que, de acordo com eles, muito se assemelhava à Espanha: “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas.” No ano seguinte construíram um colégio numa pequena colina próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú. 
Em 25 de janeiro de 1554, foi celebrada uma missa que marcaria o nascimento do povoado de Piratininga, que demorou 157 anos para se tornar a cidade de São Paulo. No século XVII, a cidade se tornou o polo irradiador do movimento bandeirante, expedições que cortavam o interior do país em busca de riquezas: ouro, pedras preciosas, índios a fim de escravizá-los e negros fugitivos.
Em 1815, a cidade teria se tornado capital da província de São Paulo. Somente 12 anos depois a cidade ganharia sua primeira faculdade: a de Direito, no Largo de São Francisco. A cidade então se transformou em um importante centro político e intelectual do país. 
Ela só se tornaria um respeitável centro econômico com a expansão da cafeicultura na segunda metade do século XIX, atraindo milhares de imigrantes de boa parte do mundo. Outro fato que marcou a história da cidade foi a Revolução Constitucionalista de 1932, que estourou em 9 de julho daquele ano. Os combatentes lutaram duraram três semanas e São Paulo foi derrotada. Em contrapartida, o governo foi obrigado a promulgar uma nova constituição dois anos depois. 
Em 1934, foi criada a Universidade de São Paulo, contando com importantes intelectuais, principalmente vindos da França como Claude Lévi Strauss.
Na década de 1940, a indústria se tornou a principal atividade econômica da cidade e São Paulo ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. As indústrias trouxeram mão de obra de todas as partes do país.
A década de 1970 viu uma certa decadência do setor industrial e o aumento da importância do setor de serviços. As indústrias que antes ocupavam a cidade se transferiram para as cidades próximas, principalmente para o chamado ABCD.


Hoje, São Paulo é uma das maiores cidades do mundo, recebendo gente de todos os lugares. É um importante centro financeiro e cultural do Brasil. Por isso temos muito a comemorar nesses 458 anos!"


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África

segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A construção de uma história dos afrodescendentes e dos povos indígenas tornou-se fundamental para o entendimento da sociedade brasileira, envolvendo desde questões relativas à inserção no mundo capitalista até questões associadas aos valores compartilhados, às chamadas identidades e a participação cidadã dos vários grupos que formam a nossa sociedade. Então, seguem algumas informações importantes sobre a História da África.

Embora os povos que habitassem a África Subsaariana (regiões ao sul do Saara) possuíssem enorme diversidade de línguas, costumes e formas de organização, é possível destacar algumas características comuns aos habitantes da região que apontamos a seguir.

Formas de organização – As sociedades africanas antigas se organizavam a partir das relações de parentesco e de fidelidade ao chefe de família. Dependentes e agregados do chefe de família formavam o núcleo social básico. Isso valia tanto para os grupos caçadores e coletores quanto para as sociedades mais desenvolvidas tecnologicamente.

Nas aldeias, o chefe de família podia estar subordinado a outra liderança, o chefe da aldeia. Em algumas regiões da África existiram confederações de aldeias, formando sociedades mais complexas. Existiram também reinos (Gana, Benin, Conga, Mali), com o poder concentrado nas mãos de um chefe e com uma capital que comandava várias aldeias. Poucos reinos africanos, porém, conseguiram atingir grandes proporções e tiveram longa duração.


Comércio – O comércio era uma atividade cotidiana pela qual eram obtidos produtos que não eram produzidos localmente. Em algumas regiões, por exemplo, trocavam-se grãos por marfim; em outras, tecidos por ouro. O comércio foi uma atividade muito importante para a difusão de ideias e comportamentos. Foi por meio das caravanas no deserto do Saara, por exemplo, que o islamismo se expandiu pelo norte do continente. Essas caravanas existem até hoje e continuam fascinando pela coragem em enfrentar lugares tão inóspitos.

Família – Os laços familiares eram muito fortes entre os africanos. A solidariedade entre os membros das famílias era acionada cotidianamente e estava ligada à tradição de veneração de um antepassado comum. Nas famílias, a regra geral era a poligamia. Os homens podiam ter muitas esposas, desde que conseguissem sustentá-las. Quanto maior o número de mulheres, maior a imagem de poder de um homem. Nem por isso as mulheres ocupavam posições menos importantes. Ao contrário do que ocorre em algumas sociedades islamizadas, muitas mulheres africanas exerciam profunda influência nas atividades econômicas da família. Também podiam ter o direito de divórcio e de interferir na escolha das esposas do seu marido. Dependendo da sociedade, as mulheres da África tinham muito mais independência do que as europeias, que, por conta do cristianismo, estabeleciam relações monogâmicas.

Religiosidade – Ao sul do Saara, predominava o politeísmo. Nessas sociedades, a vida cotidiana acontecia e era explicada pela crença na existência de deuses e de espíritos de antepasados. A religião também ajudava a sustentar ideologicamente as lideranças, pois elas eram vistas como intermediárias entre o mundo dos vivos e o do sobrenatural. O sistema de crenças era responsável pelas normas de convivência, pelo exercício do poder e pela garantia da harmonia da comunidade. Parte dessa religiosidade existe até os dias atuais.

Escravidão - Havia escravização dentro do continente africano desde a Antiguidade. Chamada de escravidão doméstica, ela existia inicialmente em pequena escala e estava relacionada principalmente às derrotas nas guerras tribais. Esses conflitos ocorriam devido às diferenças étnicas, políticas e culturais entre os grupos africanos.

Então, africanos escravizavam africanos? Geograficamente falando, sim. Mas em termos culturais, não se pode afirmar isso. Até o século XIX, inexistia entre os povos da África a noção de pertencimento a um continente. Para um habitante de uma aldeia africana, seu mundo era o local onde vivia com seus iguais. Assim, não era incomum que uma aldeia escravizasse membros da aldeia vizinha devido a guerras e a diferenças culturais e políticas. A inexistência de uma identidade continental não era exclusividade dos povos da África.


Além da escravidão doméstica, existiam reinos da África que praticavam um lucrativo comércio de gente com regiões mais distantes. No norte do continente, por exemplo, a expansão do islamismo a partir do século VII levou a região a consumir milhões de escravos vindo do sul. Os escravos eram uma mercadoria valiosa nas rotas do deserto do Saara. Na costa oriental da África, banhada pelo oceano Índico, esse tipo de comércio também era intenso. Indianos e muçulmanos vinham ao litoral africano em busca de produtos como ouro, marfim, aromas e, claro, escravos. Segundo historiadores, entre os anos de 650 e 1600 cerca de oito milhões de escravos foram levados para o mundo muçulmano, que inclui regiões do norte da África, da península Arábica e aquelas banhadas pelo oceano Índico.

Assim, quando os portugueses entraram em contato com os povos africanos, o tráfico de escravos já era uma prática habitual no continente. Essa constatação, no entanto, não é uma justificativa para que os lusitanos também praticassem a escravização. Além disso, os portugueses fizeram mais do que simplesmente participar de um antigo comércio. Com sua chegada, o tráfico de escravos alcançou um volume excepcionalmente grande, transformando-se em uma atividade altamente lucrativa e intercontinental. Eles foram os pioneiros na escravidão moderna.

Interessados em fazer comércio com os portugueses, alguns reinos africanos mais poderosos aumentaram enormemente a captura de cativos a partir do século XVI. Eles trocavam pessoas por tecidos e produtos manufaturados de todo tipo. Algumas sociedades africanas lucraram bastante com esse tipo de comércio. O enriquecimento, porém, foi passageiro e ilusório. Quando os europeus passaram a colonizar de fato a África no século XIX, esses reinos foram os primeiros a ser dominados.

Calcula-se que, entre os séculos XVI e XIX, 12,5 milhões de escravos foram mandados para o continente americano. A partir desses números, pode-se notar que esse comércio liderado pelos europeus foi bem mais intenso e dramático do que as antigas relações de negócios estabelecidas com regiões muçulmanas. O Brasil foi o país que mais escravos negros recebeu – foram de 4 a 5 milhões de cativos ao longo de mais de três séculos.
 
 
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Questões para estudo - Era Napoleônica e Revolução Americana (EUA)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011
1- Sobre o Império Napoleônico, assinale o que for correto.

01) O poder de Napoleão, gradativamente, tornou-se absoluto, legalizado pela Constituição de 1804 e sagrado pelo papado.
02) Com a derrota de Napoleão, a França implantou definitivamente a República.
04) Obras públicas, como canais, estradas, portos, atividades industriais e agrícolas, foram impulsionadas, possibilitando o fortalecimento da economia.
08) Agressivo na política externa, Napoleão suprimia as liberdades individuais e políticas, censurava a imprensa e interferia no ensino superior, buscando um controle total sobre a sociedade civil.
16) No período, surgiu uma nova corte e a antiga nobreza foi restaurada.
(             )

2- Sobre o Império Napoleônico, assinale o que for correto.
01) Napoleão decretou o Bloqueio Continental contra a Inglaterra com o claro objetivo de prejudicar sua economia.
02) Após a batalha de Leipzig, Napoleão consolidou seu poderio sobre toda a Europa.
04) Napoleão, ao decretar o Bloqueio Continental, planejava derrotar a Rússia, posto que a vastidão territorial do país impossibilitava sua invasão.
08) Portugal não aderiu ao Bloqueio Continental devido às fortes pressões da Inglaterra, dando pretexto para a ofensiva francesa no país.
16) O Bloqueio Continental, entre outras coisas, pretendia garantir a exclusividade dos produtos franceses nos mercados da Europa.
(             )

3- Após a derrota de Napoleão em Leipzig, os representantes dos países vitoriosos (Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia) organizaram um congresso – o Congresso de Viena (1815) – com o objetivo de desfazer os efeitos das campanhas napoleônicas.
Sobre este tema, assinale o que for correto.
01) Arbitradas por um novo compromisso, em nome da religião denominada Santa Aliança, as decisões do Congresso de Viena foram aceitas de maneira pacífica.
02) O período que se seguiu ao Congresso de Viena foi marcado pela emergência de governos democráticos na Europa e nas Américas.
04) As decisões foram resultado de acordos secretos entre as quatro potências vencedoras, que constituíram o Comitê dos Quatro.
08) O Congresso de Viena estabeleceu o princípio da legitimidade, que pressupunha a recomposição dos países e a restauração dos governos europeus, nos mesmos moldes de antes da Revolução Francesa.
16) Um dos produtos imediatos do Congresso de Viena foi a Unificação dos Estados Alemães, antes um conjunto dividido e fraco em relação às potências europeias.
(             )

4- O mapa adiante ilustra o comércio triangular realizado pelos habitantes das colônias do norte dos Estados Unidos, durante o período de colonização da América. Observando o mapa, descreva esse comércio.


5- "Nas leis da Nova Inglaterra encontramos o germe e o desenvolvimento da independência local. Na América pode-se dizer que o município foi organizado antes da comarca, a comarca antes do estado e o estado antes da União." (Alexis de Tocqueville)
Diferencie a colonização das colônias do Norte da Treze Colônias, das colônias do sul.

6- Relacione a Guerra dos Sete Anos (1767-1773), entre Inglaterra e França com a independência dos Estados Unidos.

7- "O puritanismo era uma teoria política quase tanto quanto uma doutrina religiosa. Por isso, mal tinham desembarcado naquela costa inóspita, o primeiro cuidado dos imigrantes (puritanos) foi o de se organizar em sociedade".
Esta passagem de A democracia na América, de A. de Tocqueville, diz respeito à tentativa:
a) malograda dos puritanos franceses de fundarem no Brasil uma nova sociedade, a chamada França Antártida.
b) malograda dos puritanos franceses de fundarem uma nova sociedade no Canadá.
c) bem sucedida dos puritanos ingleses de fundarem uma nova sociedade no Sul dos Estados Unidos.
d) bem sucedida dos puritanos ingleses de fundarem uma nova sociedade no Norte dos Estados Unidos, na chamada Nova Inglaterra.
e) bem sucedida dos puritanos ingleses, responsáveis pela criação de todas as colônias inglesas na América.


8- No século XVIII, nas tensões entre Inglaterra e França, ocupou um lugar privilegiado a questão dos domínios coloniais, o que se pode verificar pela Guerra dos Sete Anos (1756 - 1763), durante a qual:
a) se consolida o poder britânico sobre a América do Norte com a vitória, em Quebec, sobre os franceses e pela ampliação da fronteira oeste com a conquista do México.
b) os dois estados lutam pelo domínio da América do Norte e onde os franceses são derrotados, perdendo parte do Canadá, especialmente Quebec, que, entretanto, mantém a cultura e a língua francesa.
c) os dois estados disputam suas possessões na América e na Índia, luta que termina com o Tratado de Paris (1763), que concedia à Inglaterra a posse da Índia, Canadá, Senegal, parte da Louisiana e das Antilhas.
d) a Inglaterra incorpora a Escócia e transforma-se em Grã-Bretanha, consolidando também seu domínio sobre a Irlanda, enquanto a França entra num processo agudo de crise econômica que acentua a decadência da sociedade do Antigo Regime.

9- Sobre a Independência dos Estados Unidos, assinale o que for correto.
01) A revolta dos colonos ingleses na América do Norte resultou de um longo processo de amadurecimento, decorrente em grande parte da dinâmica das "colônias de povoamento".
02) As Colônias do Sul, dominadas pelos grandes proprietários ligados ao sistema de "plantations", encabeçaram as lutas independentistas.
04) O desenvolvimento de centros voltados para o comércio entre algumas colônias inglesas, as Antilhas e a África possibilitou o surgimento de uma burguesia mercantil de forte espírito autonomista.
08) As medidas fiscais (Lei do Selo, Leis Intoleráveis, etc.) impostas pela metrópole não tiveram repercussão nas chamadas Colônias do Norte.
16) No século XVIII, movida por fatores conjunturais, a Inglaterra decidiu aplicar de fato os princípios mercantilistas às treze colônias, encontrando forte oposição em quase todas.
(             )

10- Sobre a colonização europeia da América do Norte, no início da época moderna, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) De acordo com os termos do Tratado de Tordesilhas, firmado entre Espanha e Portugal, no final do século XV, a totalidade do território da América do Norte pertenceria à Espanha.
02) A colonização inglesa da América do Norte processou-se, de forma duradoura e definitiva, nas primeiras décadas do século XVII.
04) Ao norte, nas treze colônias, predominou uma economia baseada no trabalho livre e na pequena propriedade.
08) Após vencer os conflitos com a Espanha pela posse dos territórios, a Inglaterra manteve absoluto controle sobre a totalidade da América do Norte.
16) Nos primeiros tempos da colonização inglesa, a fim de viajar com sua família da Inglaterra para as colônias americanas, camponeses ingleses comprometiam-se a trabalhar por um determinado tempo para pagar os gastos de transporte.
(             )

11- A independência dos Estados Unidos, além de estimular o sentimento de libertação em outros países da América, acentua a crise do Antigo Regime na Europa, transformando o “século da luzes”, com suas ideias e teorias, em vários movimentos revolucionários. À independência dos Estados Unidos seguiriam a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. O que era teoria transforma-se em prática, e o processo histórico confirma e impulsiona as ideias. Assinale o que for correto.
01) A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi inspirada nas ideias liberais do filósofo John Locke e dos iluministas franceses.
02) Consta na Declaração de Independência dos Estados Unidos o princípio de que o poder legítimo deriva do consentimento dos governados e que, sempre que uma forma de governo for contrária a esse princípio, o povo tem o direito de mudá-la ou de suprimi-la; e esse é um princípio da filosofia política liberal.
04) A Constituição dos Estados Unidos (1787) fundamenta-se na separação dos três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, como preconizado por Montesquieu no Espírito das Leis.
08) As ideias liberais de Thomas Hobbes alimentam o espírito capitalista do empresariado estadunidense.
16) Na obra o Contrato Social, Rousseau preconiza uma aliança entre a burguesia e o proletariado, defendendo as ideias iluministas e socialistas.
(              )



Gabarito
1- 01 04 08 16
2- 01 08 16
3- 04 08
7- d
8- c
9- 01 04 16
10- 01 02 04 16
11- 01 02 04


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Renascimento Cultural e Científico

quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O Renascimento Cultural foi um movimento de renovação intelectual e artística que marcou a transição dos valores que predominavam na Idade Média europeia para a mentalidade burguesa da Idade Moderna.
O florescimento do comércio, o crescimento das cidades e a formação dos Estados nacionais dariam à decadente sociedade feudal uma nova dinâmica. As ideias de lucro, enriquecimento e prosperidade, próprias da burguesia em ascensão, contribuíam para despertar o espírito de competição. A burguesia estimulou o florescimento de uma nova cultura, já que ela poderia garantir-lhe prestígio e uma posição compatível com o poder econômico que estava alcançando. Mas além da burguesia, príncipes e até papas também se destacaram na tarefa de incentivar, patrocinar e proteger os artistas, sendo, por isso, chamados de mecenas.


O aperfeiçoamento e a utilização da imprensa pelo alemão Johannes Gutenberg por volta de 1440, acelerou a produção e a circulação das obras literárias. Alguns fatores explicam o pioneirismo italiano: durante a Baixa Idade Média, após as Cruzadas, a Itália se manteve como um centro ativo do comércio, o que possibilitou o desenvolvimento de uma poderosa classe de mercadores que permitiu a integração de muitos italianos com os grandes centros urbano-comerciais, como Constantinopla. Aliás, depois que os turcos otomanos tomaram Constantinopla, em 1453, muitos intelectuais e artistas bizantinos se refugiaram nas cidades italianas. Podemos considerar também o fato de as obras da Antiguidade greco-romana estarem presentes muito mais na península Itálica do que em qualquer outra região europeia.


Da Itália, o movimento renascentista expandiu-se para vários países da Europa, atingindo Holanda, França, Inglaterra, Portugal, Espanha, Suíça, Polônia. Em todos esses países encontramos grandes nomes ligados às artes, às ciências, à literatura e à filosofia.
O pensamento renascentista se opunha a toda forma de pensar da Idade Média e por isso combatia o teocentrismo e o misticismo característicos do medievo europeu. Dessa forma, o Renascimento apresentou como elementos fundamentais o humanismo – que propunha a substituição do teocentrismo pelo antropocentrismo (o homem como o centro do mundo) –, o racionalismo – o uso da razão, e não da fé, para explicar os fenômenos –, o naturalismo – em oposição ao espiritual –, o experimentalismo – proposta de confirmação científica dos fenômenos ou descobertas através da experiência –, o universalismo – a busca permanente do conhecimento total, ou seja, dos vários setores do conhecimento –, o hedonismo – valorização dos prazeres da vida – e o individualismo, que consiste na supervalorização da ação individual e na consideração das diferenças individuais entre as pessoas para, em última análise, despertar o espírito de competição, de concorrência.

Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.

Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de pensadores da Antiguidade como Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacam-se a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.

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