A Escola de Welington

sexta-feira, 8 de abril de 2011
As escolas são poucos seguras. É fato. No entanto, no massacre ocorrido no Rio de Janeiro ontem, não há culpados.Foi inevitável. Uma tragédia sem precedentes.


Meu coração está de luto. A escola é meu habitat. E isso me fez refletir sobre várias coisas mas quero comentar dois aspectos. Primeiro é a particularidade do fato. Jovens entrando em escolas ou cinemas, atirando como se exorcizassem seus demônios, eram praticamente exclusividade dos norte-americanos. Coisas de primeiro mundo? Seria um ônus do crescimento econômico do país?

Em segundo lugar, fiquei pasma com a carta suicida de Welington. Como professora foi impossível não reparar na elaboração da carta. O trecho que li não tinha erros de português. Talvez um ou outro problema de acentuação. Nada grave. Ele usou palavras como vestimenta e fornicador em frases bem elaboradas para revelar como desejava que procedessem após a sua morte, que era certa. Ele sabia o que estava fazendo e quais seriam as consequências. Se a carta não é uma cópia, parabenizo a Escola Tasso da Silveira, onde Welington estudou. Fizeram um bom trabalho.


Lamento que Welington talvez não tenha prestado a devida atenção na frase que está inscrita num grande quadro, ao lado da sala dos professores:  Confiança em si próprio é o primeiro segredo do êxito.


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TERREMOTOS

sábado, 19 de março de 2011
Estou ainda profundamente impressionada com a situação do Japão. No link abaixo é possível ter uma noção da destruição causada pela natureza. É assustador, é desolador. Mas o que mais me impressiona é a maneira como os japoneses enfrentam as calamidades. São organizados, determinados, pacientes. Uma lição de vida para nós ocidentais imediatistas.

http://www.liberation.fr/seisme-japon-mars-2011-avant-apres.html

Segue abaixo um texto do professor Ricardo Sayeg sobre terremotos.

O terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão na última madrugada de sexta-feira, 11 de março de 2011, foi o maior que os japoneses já presenciaram. O país já se acostumou, há muito tempo, a conviver com desastres naturais. Estes últimos, entretanto, causaram enorme destruição e muitas perdas humanas. Foi o sétimo terremoto mais violento do mundo – 8,9 graus na escala Richter. Sua força foi tamanha que chegou a deslocar dez centímetros o eixo de rotação do planeta!



Este, porém, não foi o maior abalo já registrado pela humanidade. Tudo indica que o terremoto que causou mais mortes tenha sido registrado em Shensi, na China, no ano de 1556. Ele teria matado cerca de 830 mil pessoas no país mais populoso do mundo. Todavia, ele não foi o de maior magnitude. O maior já registrado até hoje teria ocorrido no Chile, em 1960, de 9,5 graus na escala Richter, causando a morte de aproximadamente 5.700 pessoas e deixando cerca de 2 milhões de feridos. Outro abalo de enorme magnitude ocorreu no Alasca, em 1964, e atingiu 9,2 graus, mas como teria ocorrido em uma área desabitada não causou tantas perdas humanas ou materiais.

Durante o anúncio de um terremoto pela mídia sempre é mencionada a escala Richter. Essa escala foi criada em 1935 pelo cientista norte-americano Charles F. Richter, um dos pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia. A escala se inicia no grau zero e é infinita (pelo menos do ponto de vista teórico). Contudo, nunca foi registrado um terremoto de grau 10 na escala Richter. Ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um de magnitude 5, e assim, sucessivamente.

O poder de destruição de um abalo sísmico não está relacionado apenas à sua magnitude. Outros fatores também influenciam como, por exemplo, a profundidade do hipocentro (ponto interior da crosta terrestre onde ocorre a fratura principal), as condições geológicas do terreno onde ele ocorre, a estrutura de engenharia das edificações, a proximidade de centros populosos, entre outros fatores. Um exemplo disso foi o terremoto ocorrido no Haiti, em janeiro de 2010. Naquela oportunidade, o tremor de terra de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o país, provocando uma série de feridos, desabrigados e mortes. Diversos edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial da capital, Porto Príncipe.

O terremoto que se abateu sobre o Japão não pegou a população despreparada. Os japoneses recebem treinamentos constantes e muitas edificações são construídas para suportar os abalos. Tomara que esse país, cuja população já enfrentou inúmeras crises e problemas, consiga se recuperar o mais rápido possível dessa terrível tragédia!
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Ricardo Barros Sayeg é professor do Colégio Paulista, mestre em Educação pela USP, formado em História e Pedagogia pela mesma universidade.



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Imagens

terça-feira, 15 de março de 2011
Na minha opinião, a do Bob Esponja é a melhor!








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Volta às aulas...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Desejo a todos os alunos e professores um ano letivo de muito sucesso e muitas conquistas! Certamente conseguiremos nossos objetivos com perseverança, determinação e organização. Esse texto traz algumas dicas para colocarmos em prática em 2011.

Dicas de estudo

O jovem que deseja preparar o seu futuro tem que dedicar tempo aos estudos. É desejável dedicar-se ao estudo individual por 10 horas semanais, no mínimo e com regularidade de horários. É comprovado que alunos com hábitos regulares de estudo apresentam desempenho muito superior aos colegas de capacidade intelectual semelhante mas com rotina desorganizada em relação aos estudos.
Assim, o estudante que obedece aos horários de estudo aprende a disciplinar-se, não é escravo de caprichos ocasionais e não cede facilmente aos “convites” pouco ou nada importantes. Uma pessoa metódica poupa tempo e energia e certamente colherá os frutos dessa regularidade.
Há sempre jovens pouco estudiosos e desorganizados que gostam de criticar os colegas mais determinados como se estudar fosse feio ou perda de tempo. Vale lembrar que os projetos pessoais precisam ser respeitados e que os objetivos traçados só serão atingidos com perseverança e determinação. Perder tempo é ter que contar com a sorte ou esperar que outras pessoas resolvam os SEUS problemas.
Então, aponto algumas dicas para você ter sucesso neste ano letivo:
• Descubra motivos de interesse no trabalho escolar.
• Seja autoconfiante. Valorize suas capacidades, não as suas limitações.
• Peça ajuda. Aceite conselho dos professores, dos coordenadores, dos familiares.
• Não se deixe vencer nos momentos de desânimo. Seja persistente.
• Tente compreender antes de decorar.
• Faça revisões periódicas.
• Relacione as matérias novas com os conhecimentos já adquiridos.
• Seja assíduo e pontual. Leve sempre o material completo das disciplinas.
• Escute o professor com atenção e faça anotações para rever depois.
• Participe dos debates feitos em sala de aula. Faça perguntas oportunas e bem elaboradas.
• Mantenha uma relação cordial com os professores.

Como estudar História
1- Situe o fato no tempo e espaço: Saber quando e onde ocorreu determinado fato histórico é condição elementar para saber história.
2- Analise o contexto histórico: contexto histórico é o conjunto de acontecimentos que cerca o fato em questão. É o ponto mais importante do roteiro, pois mostra que não existem fatos isolados. A noção do contexto histórico rompe com a decoreba de conteúdos.
3- Conheça os antecedentes: antecedentes são as causas de determinado fato histórico, e estão interligados ao contexto histórico. As causas permitem entender os motivos que levaram ao fato.
4- Compreenda o fato: isto é, entenda o evento propriamente dito, através de suas características e seu significado histórico
5- Perceba os seus desdobramentos: desdobramentos são as consequências do fato estudado. Conhecer as consequências permite estabeleceremos um gancho para analisar o próximo fato histórico.

“Nós podemos mais do que imaginamos”


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